segunda-feira, 11 de julho de 2011

Givas Demore: FUNDAMENTAL

Givas Demore: FUNDAMENTAL: "É fundamental que seja assim. É fundamental que o amor esteja em mim. Um amor à Djavam: rico e formoso Que de tão formoso me roube a alma..."

sábado, 17 de outubro de 2009

Temporal de Saudade



O tempo não foi capaz de me fazer te esquecer.
Não me lembrei de você todos os dias,
mas quando lembrei foi intenso.

Foi como se tivesse viajado no tempo e parado nos belos momentos vividos vazios do mundo,
porém cheios de nós;

O tempo não foi ousado para parar minhas vontades. Ele não conseguiu consumir minha saudade.

E assim mais umas vezes pensei e amei você.
A distância não conseguiu adormecer meus desejos.
Por mais fracos que fossem estavam vivos.


(G.D)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Casa dos Desejos ( Verbos)



Eu te conheci na casa dos desejos.
Na gruta onde a única bebida
É o nécta que escorre pela veia do amor.

Nas minhas histórias, os verbos
“dicendi”: querer, desejar, beijar
Eram os primados dos meus discursos mentais.


Nos meus passeios pelos oásis,
Que são teus olhos esmeraldiados,
Transcendi ao ver a chama azul
Que acendia minha alegria insofismável.
Neles vasculhei-a sem o mínimo de permissão
E cheguei à porta que subia à escada dos teus pensamentos.
Depois dos beijos todos os desejos partiram
Para direções que eu não conhecia.
Agora você está em mim,
Está nas poesias que descobri.
Assim eu te descobri.

(G.D)

Profundezas


Nas profundezas do coração
Onde corem as lágrimas da alma,
Um grito de felicidade ecoa:
Canção que faz um sentimento de amor

Em ti encontrei a felicidade plena
Sentida com o coração.
E mesmo que tudo um dia se acabe,
Mesmo que você não mais exista,
Existirás na história
E assim serás eternizada
Na minha história.

Nas profundezas do coração há um desejo.
Um desejo insaciável
Que se resume na vontade de amar.



(G.D)

domingo, 28 de setembro de 2008

FORMA



Passo um... passo dois...
Olhos ao chão, no visual:
Trapos, sapatos, rasgados, farrapos.

No pensamento, sentimentos alegres, positivos.
Lembranças da última noite dormida ao relento,
na plataforma dura;
Da noite dormida sob os olhares de negação;
Da noite dormida sob olhares ignorantes
Que não vêem a essência do homem.
Olhos da inteligência paradoxal
Que não sabem que são frutos da mesma raiz
Completa, exponencial em possibilidades de existir.
(G.D)

sábado, 27 de setembro de 2008

QUEM ?



Quem é esta que tem na ponta do dedo
o desejo dos homens.
Que tem o clarão da beleza envolto em seu ser.
Que desperta a chama contundente da paixão?

Quem é esta que dos olhos emanam raios
Que queimam minha consciência.
Que com seus cabelos enlaçam minha visão.
Quem é esta com lábios que reinam sobre meu olhar,
Que cintila emoções passageiras,
Que desfilam em minha mente?

Quem é esta?
(G.D)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

FUNDAMENTAL



É fundamental que seja assim.
É fundamental que o amor esteja em mim.

Um amor à Djavam: rico e formoso
Que de tão formoso me roube a alma;
Que preencha as falhas;
Que se aproxime tanto do meu ser.

Aos 23 anos do primeiro tempo acho que encontrei esse amor.
Ele estava lá escrito do seu jeito imaculado,
incrementado nas poesias de Camões. E lá ficou.
Era tão longe que eu não pude pegar.
Então me desnudei do desejo do amor sublime.
Só encontrei as fantasias de um amor que ressuscitaria antes de morrer.
(GD)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bola de Branco

Em uma noite escura
Uma esfera prateada sobe ao céu.
Quando o sol se escurece
Inexistindo dia.

Iluminada pelo sol deslizas ao céu
Para dar brilho às estrelas.

Ó lua que impera no trono da noite.
Rainha dos lobisomens
E seres noturnos.
É bela Sedução

Ó lua! Que aos jardins colorados da terra irradia seu brilho
Que é distorcido pelo reflexo das águas.

Lua que fascina amores.

Encanto... Lunar... Fascinar...
Luar...
(G.D)

Deus da Ferrugem

“Me encontro” a cada dia em meus próprios pensamentos,

manipulados pela não exatidão.

Meu destino não chega às mãos de búzios.


Ele está nas mãos do deus da ferrugem. O tempo.

Ele que me dá momentos inconstantes aos


quais transformo em planos futuros,


que quando chegam mudam no segundo seguinte.




“Tenho que viver segundos bastantes para respirar”.


Pensar em modelar-me para o futuro e


previsão de como serei, não de como estarei.

(G.Demore)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O tempo

O tempo é o pintor de aquarela sagrada
Que desenha amores, escreve canções, inventa formas.
É o tempo a fabrica das variedades.

Quem inventou o tempo?
Quem dividiu a pulsação de um compasso binário?
Quem retardou o tempo?
Me disseram que o inventário do tempo não cabe na prancheta do passado.
E agora? Diga - me. E agora?




Não se sabe quantas canções,
Quantos desenhos de amores,
Quantas formas lá estão arquivadas.

E o tempo pra pensar em quanto tempo o tempo tem?
E o tempo que não é verbal?
E você?
Como seria passear na aquarela da sucessão dos anos
Que envolve a noção do presente, passado e futuro?

(G.Demore)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Noite


Noite sem luar, negra, espantosa,
Rainha dos escravos que não se submetem a ti.
Invisível caminhas dialogando com tudo e com todos .
Seus escravos, sombras da essência inatingível, nada têm de eternos,
Pois só existem pela luz.
Noite, que só existe nas trevas,
Onde celebra seu culto noturno , oculto.
(G.Demore)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Dias e dias caminham em todas as direções.

Direções que partem de mim.

Cada minuto é o começo da vida.

Cada milésimo é uma Constância para a eternidade.
Os caminhos certo e errado que partem de mim
São partes da grande teia da vida.
O limite em mim me permite viver a consciência do meu ser
Para o oculto, transcendência. Para além de mim.

Existo para racionalizar meu corpo e mente.
Existo em mim.
Os dias apenas me levam às direções. Às direções do futuro.
(Givas, em Dias)

sábado, 16 de agosto de 2008

Minha alma tem asas, asas pra voar,
Asas de pegasus que me levam a algum lugar.
Faço cócegas nos pés dos espíritos que pairam sob a noite.
Minha mente pode passear nos lugares escuros,
Nos cantos e buracos da noite.
Meus desejos podem viajar por todos os corpos,
Meus sentimentos por todas as mentes.
Meus sonhos não respeitam o tempo.
Vivem na irrealidade, letrando historias muitas.
Meu tempo irreal existe como noite,
Onde a mente vive sem limites.
Minha mente

(Givas)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Amo a vida, mas nela me perdi!


Estou experimentando até o hoje o gosto do destino. Ela, a vida, não poderia deixar de ser assim: irracional, sarcástica e bela. Suas razões estão além de nossas tentativas que se limitam a perguntas que se iniciam com "por ques". A moral da vida como definir? como enxergar a saída dos laberintos feitos de mundo? Não há definição.
O que existe são os vários segredos que ela nos conta todos os dias e minutos que nunca se cansam. Definitivamente amo essa inconstância da vida, pois se assim não fosse não teria emoção....

(G.Demore, em Laberinto)

"PASSE"

Corpos, lado a lado abaixo da superfície
No paraíso das caveiras
Onde dormem as formas naturais do homem

Da emoção vieram e à tristeza regressam
Com eles faleceu o condão de amar

A alma não está mais atada ao corpo
Agora ele é só um fantasma sem lugar para assombrar


sufocado


aprisionado


calado entre paredes


sustentado num buraco do abismo medonho do universo.

( Givas )


INFINITO


Ela passou ao infinito
E eu ao finito da vontade de esquecê-la.
Sua essência se espalhou pelo passado e futuro
Pelos espaços pretéritos entre inícios e fins.
Num leve e delicado suspiro
Soletrou a melodia inatingível da vida.
Ela se uniu ao som e desfilou
Pelas ondas guiadas pelo ar.


O alfabeto se revestiu dela
E ela se transformou em letra
Que ninguém podia entender.
Ela se permitiu ao desejo
E nas pétalas que deixou em suas direções
Fez o jardineiro se apaixonar.
E agora ele se encanta com o pensamento
De beber os lábios que beijam as sépalas
E tocam a melodia escondida no amor.



( Givas Demore )